Violência de Gênero

Por Redação Marie Claire

O Conselho de Apelação de Refugiados da Dinamarca emitiu um comunicado nesta segunda-feira (30) em que afirma que passará a ceder refúgio a meninas e mulheres do Afeganistão, após elas perderem uma série de direitos depois da retomada do Talibã ao poder. O país nórdico afirma que vê a situação como uma perseguição motivada por gênero por parte do grupo fundamentalista islâmico. A situação das afegãs chamou mais atenção em dezembro de 2022, quando o grupo proibiu o acesso de mulheres a universidades de todo país.

O órgão dinamarquês afirmou que a decisão de garantir refúgio de maneira sistêmica é "baseada em informações relacionadas à deterioração contínua das condições de mulheres e meninas no Afeganistão", segundo trecho do comunicado. "Este relatório indica que a situação de alguns grupos de pessoas no Afeganistão, especialmente mulheres e meninas, pode constituir uma perseguição, segundo a Convenção dos Refugiados", continua a carta.

Autoridades do país afirmam que, atualmente, há cinco pedidos pendentes de asilo no país, que serão aceitos. A Dinamarca também vai reavaliar pedidos de afegãs que foram negados desde agosto de 2021, período em que houve a restituição de poder do Talibã. Os pedidos feitos por homens afegãos também serão revisados.

Desde 20 de dezembro de 2022, as mulheres estão suspensas das universidades por tempo indeterminado, ordem que foi sancionada pelo Ministério de Educação Superior do Afeganistão. No mesmo mês, o Talibã também ordenou que organizações não governamentais parassem de contratar mulheres, já que receberam queixas sobre a maneira como se vestiam.

No entanto, a cassação de direitos das mulheres começou muito antes. O grupo fundamentalista afirmou que não sancionaria medidas extremas contra as mulheres e nem regrediria em direitos. No entanto, em setembro de 2021, foram reintroduzidas as penas de apedrejamento, corte ou amputação das mãos em casos de roubo e adultério cometidos por elas.

As mulheres afegãs também perderam o direito de viajar sem o acompanhamento de um tutor masculino, geralmente um marido ou parente, e foram vetadas de empregos públicos.

No mesmo período, começou-se a especular que o país instauraria um apartheid de gênero após o Talibã restringir o acesso de mulheres ao ensino superior. Foi determinado que as afegãs apenas estudariam em universidades com salas formadas inteiramente por alunas mulheres. Elas também seriam obrigadas a usar uma vestimenta islâmica.

Em março de 2022, as meninas do ensino primário e secundário foram impedidas de voltar a estudar nas escolas. Em maio do mesmo ano, o Talibã decretou que as mulheres eram obrigadas a cobrir toda a cabeça, incluindo o rosto, com um véu ao estarem em espaços públicos -- ordem que, se não cumprida, poderia resultar em penas aos tutores masculinos.

Mais recente Próxima São Paulo registra mais de um estupro por hora e bate recorde de feminicídios
Mais do Marie Claire

Ex-sister conversa com a Marie Claire sobre rotina intensa após o reality, as amizades que se mantiveram e e os desafios de se dividir entre compromissos profissionais e culturais no Amazonas

Como Marciele Albuquerque concilia pós-BBB com o festival de Parintins: 'Maior loucura'

Participante comentou desdobramentos de caso recente e falou sobre os rumos da relação entre as duas fora do reality. Em conversa com a Marie Claire, a ex-sister detalhou o vínculo com a campeã desta edição

Milena, do 'BBB 26', explica como está amizade com Ana Paula Renault após polêmica no Dia das Mães: 'Fiz o que bem entendi'

Em conversa exclusiva com a Marie Claire, a artista contou detalhes das mudanças físicas e do processo de construção do papel

Alice Carvalho revela mudanças no olho e cabelo para viver Marta em novo filme: 'Personagem desafiadora'

Artista falou sobre o desejo de aumentar a família e contou como imagina a futura maternidade

Giovanna Lancellotti revela planos para engravidar em 2027 e diz que pretende ter até três filhos: 'Muita vontade de ser mãe'

Com preços a partir de R$ 78,47, selecionamos modelos bivolt com tecnologia iônica e até 1300W de potência para garantir agilidade e efeito de salão sem pesar no bolso

Escova secadora com 60% off no Magalu; 4 opções para um cabelo de salão

Apresentadora visitou espaço dedicado à trajetória da comunicadora e relembrou momentos marcantes da televisão brasileira

Patrícia Poeta se emociona ao conhecer acervo de Hebe Camargo: 'Senti imediatamente a energia dessa pessoa'

Artista apostou em um look grifado para Prêmio Sim à Igualdade Racial, que acontece na noite desta quarta-feira (13) e tem duas categorias apresentadas por ela

Bella Campos reflete sobre ausência de referências na mídia: 'Sei o impacto disso para os nossos sonhos’

Artista compartilhou registros da viagem e recebeu uma enxurrada de comentários dos fãs; veja os cliques

Paolla Oliveira ganha elogios ao abrir álbum de fotos na Itália: 'Por aí'

A premiação acontece nesta quarta-feira (13), no Rio de Janeiro

'Estar no digital é também disputar narrativas', diz Preta Letrada, finalista do Prêmio Sim à Igualdade Racial