Feminicídio é tragédia global de proporções pandêmicas, diz relator especial da ONU
Em seu relatório, Morris Tidball-Binz, relator especial sobre Execuções Extrajudiciais, Sumárias ou Arbitrárias, "os assassinatos com base no gênero constituem uma manifestação extrema e generalizada de formas existentes de violência de gênero". No Brasil, em 2022, ao menos 1.410 mulheres foram assassinadas em razão de seu gênero, segundo dados levantados pelo Monitor da Violência.
Por redação Marie Claire — São Paulo
Todos os anos, milhares de meninas e mulheres, incluindo mulheres trans, são mortas em todo o mundo por causa de seu gênero. De acordo com o relator especial sobre Execuções Extrajudiciais, Sumárias ou Arbitrárias, Morris Tidball-Binz, o "feminicídio se tornou uma tragédia global de proporções pandêmicas."
Ainda segundo o profissional, os países estão falhando em proteger essas mulheres, fazendo com que muitas corram risco de morrer devido à violência de gênero. Em seu relatório, Tidball-Binz afirmou que "os assassinatos com base no gênero constituem uma manifestação extrema e generalizada de formas existentes de violência de gênero."
Em grande parte dos casos, é o parceiro ou o ex-parceiro que comete o crime, sendo que muitos não são responsabilizados, já que nem sempre as investigações são feitas da maneira mais adequada possível.
No Brasil, em 2022, ao menos 1.410 mulheres foram assassinadas em razão de seu gênero, segundo dados levantados pelo Monitor da Violência. Também nesse mesmo ano, o nosso país segue como o que mais mata pessoas trans no mundo. Conforme o relatório de 2021 da Transgender Europe (TGEU), "70% de todos os assassinatos registrados aconteceram na América do Sul e Central, sendo 33% no Brasil."
Além disso, os discursos de ódio contra mulheres na internet aumentaram 251% em 2022, segundo o Anuário da Segurança Pública. Assim, o Ministério das Mulheres lançou a campanha Brasil sem Misoginia, que tem o objetivo de mobilizar vários setores sociaus para ajudar no combate ao ódio e violência contra a mulher. A campanha desenvolverá ações junto com Google, Facebook, Meta e Youtube para combater os discursos de ódios.









