Andrew Tate: processado por 4 mulheres, influenciador é acusado de apontar arma para suposta vítima
Os documentos dos processos foram publicados por veículos do Reino Unido nesta quinta
Quatro mulheres no Reino Unido estão processando Andrew Tate, o polêmico influenciador que virou uma referência para a cultura misógina nas redes sociais.
Uma das mulheres inclusive acusa o influenciador de apontar uma arma para seu rosto.
Os documentos dos processos foram publicados por veículos do Reino Unido, como a BBC e os jornais The Independent e The Telegraph. De acordo com as primeiras informações, os episódios teriam acontecido nas cidades de Luton e Hitchin entre os anos de 2013 e 2015.
Duas das denunciantes viveram relacionamentos com o influenciador. As outras duas eram funcionárias da empresa comandada por Tate, especializada em webcams. De acordo com o The Independent, três das mulheres denunciaram o caso à polícia, mas o Crown Prosecution Service (CPS), órgão público que processa crimes na Inglaterra e no País de Gales, decidiu não prosseguir com as denúncias.
Uma das supostas vítimas, identificada como AA, disse que era ameaçada diariamente quando trabalhava para o influenciador. Ela disse que no episódio mais grave, teve uma arma apontada para seu rosto. Tate teria feito ameaças. "Você vai fazer o que eu digo ou vai pagar caro", alegou a BBC. Ela também diz que foi agarrada pelo pescoço e a prendeu contra a parede duas vezes.
Outra das vítimas, identificada como BB, declarou que era constantemente ameaçada por Tate. Ela disse que o influenciador "deixou bem claro que ela era 'dele' e que se qualquer outra pessoa falasse com ela, ele a mataria". Ela contou no depoimento que foi "forçada a se trancar dentro do banheiro enquanto o réu [Tate] ameaçava 'dar uma surra nela'", acrescentou a BBC.
Uma terceira mulher disse que foi vítima de violência sexual. Identificada como "Sienna", ela disse que o sexo entre o casal foi consensual até se tornar violento. "Eu desmaiei e ele continuou fazendo sexo comigo", disse ela à publicação. Ela também disse que se sentiu ameaçada ao ver uma arma no sofá de Tate no final de 2014. Em depoimento, ele reconheceu que "pode ter havido uma arma de brinquedo no apartamento, mas a quarta autora [Sienna] nunca disse nada sobre isso", informou a BBC. De acordo com o The Telegraph , uma das mulheres alegou ter sido estrangulada.
As quatro mulheres buscam uma indenização por crimes como agressão, lesão corporal e inflição de danos intencionais.
Influenciador já enfrenta outras denúncias
Andrew Tate já é processado em ações criminais e civis na Romênia, no Reino Unido e nos Estados Unidos. Até o momento, ele nega as acusações e não foi condenado. Em agosto do ano passado, ele foi alvo de uma operação da polícia romena.
Tate foi preso em 2022 e indiciado com seu irmão, Tristan, e com duas mulheres romenas. Ele também é suspeito de tráfico de pessoas, estupro e formação de gangue criminosa para explorar sexualmente mulheres. Ele afirma que as denúncias são falsas.
Nos últimos anos, o influenciador se tornou referência para a propagação de conteúdo ultramasculino nas redes sociais. Ele é criticado por instituições feministas e de defesa dos direitos das mulheres por ajudar na propagação de conteúdo que incentiva a violência. Ele se autodenomina como "misógino".









