Agente de imigração que atirou em mulher nos EUA é identificado; no ano passado, ele se envolveu em outro incidente
Ele foi atropelado e arrastado por cerca de 100 metros durante uma operação
O agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) que atirou e matou Renee Nicole Good, de 37 anos, foi identificado nesta quinta-feira (8). O caso tem gerado debate sobre a questão imigratória nos Estados Unidos.
De acordo com informações do The New York Times, trata-se de Jonathan Ross. O nome foi mencionado por policiais envolvidos na ocorrência. Eles não estavam autorizados a falar oficialmente.
A publicação também afirma que o agente federal se envolveu em outro incidente em junho do ano passado. Ele foi atropelado e arrastado por cerca de 100 metros durante uma operação.
Na ocasião, Ross levou 20 pontos no antebraço. O motorista que o atropelou foi condenado por agressão em dezembro. A publicação também reportou que Kristi Noem, secretária de Segurança Interna do estado de Minneapolis, disse que o agente temeu por sua vida e por isso reagiu.
Ainda não se sabe quando ele retornou ao trabalho. Fotos do momento foram anexados ao processo.
Entenda a história
Renee Nicole Good morreu na quarta-feira (7), após ser atingida por disparos. Na ocasião, agentes de imigração realizavam operações no local.
De acordo com relatos, Renee Good e a companheira estavam como observadoras legais, registrando em vídeo a atuação de agentes federais durante uma manifestação contra ações de imigração na cidade. Testemunhas afirmam que Renee foi atingida três vezes no rosto quando um agente abriu fogo durante a confusão na rua.
A Secretária Adjunta do Departamento de Segurança Interna, Tricia McLaughlin, afirmou que o agente agiu em "legítima defesa" depois que Good supostamente tentou atropelá-lo.
O presidente Donald Trump reiterou a declaração de McLaughlin, afirmando que o agente do ICE "quase perdeu a vida". No entanto, um vídeo que circula online mostra o suposto agente se afastando do local enquanto cidadãos locais o repreendem e gritam palavras como "vergonhoso".
O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, acusou os agentes federais de mentir e exigiu que o ICE "saísse da p***a" da cidade. O FBI investiga o tiroteio.









