Arquiteto que trabalhou na ilha de Epstein aponta sinais de alerta da propriedade: 'Não há como negar'
Robert Couturier trabalhou somente alguns meses no projeto e suspeitas foram levadas por ele ao FBI
Por redação Marie Claire — de São Paulo (SP)
O arquiteto francês Robert Couturier revelou detalhes perturbadores sobre o período em que trabalhou na ilha particular de Jeffrey Epstein. Em depoimento à CNN, o profissional revelou por que abandonou o projeto precocemente e como suas suspeitas o levaram a procurar o FBI.
Couturier relatou que sua permanência no projeto durou apenas alguns meses, tempo suficiente para notar diversos sinais de alerta. “Não há como negar… você não coloca mulheres em beliches. Me desculpe. Todos sabiam o que estava acontecendo naquela ilha. Até mesmo os funcionários dele trabalhavam para ele”, disse.
Ele chegou a questionar Epstein sobre os beliches. “Havia beliches e eu perguntei… ‘você está esperando netos?’ E ele respondeu: ‘não… estes são para as meninas’”. Além disso, também descreveu outro cômodo repleto de computadores, que Epstein supostamente disse ser “para as meninas quando elas se divertem”.
A propriedade foi descrita como sombria, com uma atmosfera geral que “era terrível”. As cortinas eram escuras e pesadas, o que era preocupante, pois as janelas raramente eram abertas.
Para o arquiteto, é impossível que qualquer pessoa tenha visitado o local sem notar comportamentos estranhos. “Você pode decidir que é cego, mas a ideia de que alguém vá àquela ilha e não veja algo estranho é impossível para mim”. Ele acrescentou que foi interrogado em 2010 pelo FBI, mas nenhuma providência foi tomada.
'Eram basicamente prisioneiras'
Relatos citados pela CNN incluem o de um ex-funcionário descrevendo salas repletas de imagens de meninas jovens, algumas de topless e aparentando ter entre 15 e 16 anos. Funcionários também relataram ter visto Epstein levar meninas ou mulheres jovens para seu quarto regularmente.
Um funcionário disse aos investigadores que viu um homem não identificado com meninas que pareciam menores de idade e nuas, e afirmou ter testemunhado o Príncipe Andrew com uma menina em uma piscina.
De acordo com as investigações das Ilhas Virgens Americanas, Epstein coagiu meninas de até 12 anos a praticarem atos sexuais. Uma vítima teria tentado escapar nadando para fora da ilha. Couturier afirma: “As meninas e mulheres jovens na ilha eram basicamente prisioneiras. Não havia como sair”.









